07/24/2006
A hora do adeus
Como saber quando é hora de parar? Parar de tentar, de insistir, de pensar. Existe algum tipo de sinal? Qualquer sino que bata para nos avisar que aquela situação já chegou ao extremo de suas possibilidades?
O que, com certeza, existem são fatos que indicam que chegou a hora de seguir em frente, ou olhar para o outro lado. Por que ignoramos os tais sinais? Pra que forçar algo que não vai trazer nada, além de sofrimento? Precisamos mesmo ir até o fundo, sempre?
Após algumas experiências, creio que muita gente pára na metade do caminho, supondo que já sabe onde ele vai terminar. Até que ponto isso é positivo? E será possível viver uma vida completa, autêntica, medindo cada passo dado e prevendo as conseqüências?
(Pausa para um suspiro, após tantas perguntas).
Vamos às respostas que encontrei.
Alguns fatos podem servir como indicadores de que determinada situação não vai acabar bem. O que não quer dizer que temos de encarar tudo que acontece como um sinal. Sem supertições, por favor!
A vida é assim, sofrimento, felicidade, sofrimento, felicidade. Ninguém padece o tempo todo e, dificilmente, alguém está sempre feliz. E nem por isso viver é um suplício. Faz parte.
Ir até o fundo significa mais do que simplesmente viver. Traz intensidade, sentimento, irracionalidade. Isso não é ruim, desde que seja na dosagem certa. Portanto, nada chegar só até a metade (tudo bem, metade é algo relativo. Mas não digo de uma maneira geral, cada um deve saber quando chega ao seu “meio”).
Viver é um movimento constante. Pensar nisso já é um belo conforto para atravessar fases e mudanças. Nada é permanente. Cada segundo que pensamos, alguma coisa muda dentro de nós. E mudança é fundamental. A estática deixamos com a Física.
23:25 Posted in homo-sapiens problematicus | Permalink | Comments (6) | Email this


Comments
testando, 1, 2, 3, testando ! rs
Posted by: sal | 07/25/2006
A vida tem dessas coisas. É sempre mais fácil reconhecer os sinais dps da merda feita. Qd estamos dentro do furacão, nossa cabeça nos faz ignorar sinais óbvios de futuros acidentes em prol de um sonho, de uma paixão, de um ideal.
Nossa condição de humanos, finitos, nos faz querer aproveitar o tempo desesperadamente. Fazer valer a pena. Muitas vezes trocamos a análise real por uma idealização dos fatos, tanto por conforto qt por não querer enxergar a realidade. A realidade dá medo.
Mas quem não sonha, quem não viaja não vive. Vc tá certíssima. Viver é correr riscos. Viver é morrer a cada dia um pouco. O q temos q fazer é morrer por coisas q valham a pena. Somos finitos. E não seremos sempre felizes. Talvez quem sabe felizes para sempre...não custa sonhar!
Welcome back Raquel!!! Bjs!!!
Posted by: Alexandre | 07/25/2006
É. Homo-sapiens problematicus mesmo.
Ao tentar escrever algo, só me vem mais perguntas. Nenhuma resposta, nada.
Sei que quando tem que acabar, acaba. Não tem como voltar. O sentimento desaparece. A gente deixa de cultivar, de alguma forma. E quando vê, ele não tá mais lá. Mas onde fica essa linha, eu não sei. Como faz? Também não sei. Acho que acontece e ponto, você percebe.
Mas enquanto não acaba.. Aprendemos! E crescemos!
Uma comunidade que eu vi outro dia: "Se tudo dá certo no final, quando é que acaba?"
Amo! Beza.
Posted by: Amanda | 07/25/2006
Não estou por dentro dos fatos, mas espero do fundo do coração que, independente do que tenha o sido para que você tomasse tal resolução, que ela seja a mais acertada!
Confesso que esse post me deixou meio intrigado (assim como o fechamento do seu flog), mas eu tb sou assim às vezes!! ;)
Beijos, linda! Te adoro viu?
Posted by: Rodrigo | 07/25/2006
Estou cansado e com sono. Então vou deixar de lado toda tentativa de originalidade e me limitar a citar dois filósofos. De fato, talvez a generalidade da sua publicação exija uma resposta genérica mesmo.
Para Kant, nossa capacidade de fazer perguntas é muito maior do que nossa capacidade de gerar respostas. É o DESTINO da nossa razão. Essa inquietude citada pela Amanda é, então, da nossa própria natureza.
Para Aristóteles, a virtude fica no meio de dois vícios, por assim dizer. É o meio termo. É interessante perceber você escrevendo algo assim; é o "meio" que você citou.
É isso. Ah, a dinâmica também é objeto da Física... :-)
Beijo, Patty.
Posted by: Helio | 07/27/2006
Raquel... tudo é permanente... o mundo moderno é dividido em frames... o que podemos fazer é cortar o filme e colocar algumas menssagens subliminares nele... mas a partir do momento que se vive e se ve, se é permanente... lembranças nos motivam, mas não nos fazem mudar...
Posted by: Abbud 77 | 08/24/2006
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